Movimentos que criam corpo – Parte 1

Dentro-fora, fora-dentro. O ar que entra e sai de minhas narinas, as ideias que se materializam, as que já materializadas entro em contato

Onde começa o dentro? Onde começa o fora? A pele! Esta superfície de contato que delimita meus limites… que me conta: você termina aqui e logo ali já começa o corpo-outro, o corpo-chão, o corpo-pedra, o corpo-gato, o corpo-árvore…

Me dá limites e me põe em contato ao mesmo tempo, pra que o fora vire dentro e possa novamente retornar ao fora, em um continuum…

O que é dentro/fora?

A fita de moebius, eu-pele, eu-corpo, me ensinam que a transição entre um e outro não é abrupta, mas um instante no tempo, um momento, uma transição, um movimento

E assim se altero algo dentro altero algo fora também e vice-versa, tudo integrado

Você pode me dizer algo que seja só fora? Ou algo que seja só dentro? Que não tenha reverberações internas e/ou externas?

O que é dentro pra você agora? O que é fora agora?


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